Um filete de água entre pedras que vira o São Francisco. Uma queda de 186 metros. Cento e cinquenta cachoeiras num município só. A serra entrega coisas demais para um fim de semana.
Escrito por quem mora na serra · Pousada Casa Erva Doce, Delfinópolis
Este guia separa as atrações por lado da serra, porque tentar ver tudo em dois dias é a receita para passar a viagem dentro do carro. Se você ainda não escolheu a cidade, comece pelo guia de onde ficar.
A mais de 1.300 metros de altitude, no topo do chapadão, o rio que corta o Brasil começa como um fio de água escorrendo entre pedras e capim. A desproporção entre o que você vê e o que aquilo se torna é o motivo de as pessoas irem até lá.
186 metros de queda livre, a maior do São Francisco. Ver de cima e ver de baixo são dois passeios diferentes, por acessos diferentes. A trilha mais fácil tem cerca de 1.500 metros e leva até o poço, na parte baixa.
Duas cachoeiras da parte alta, alcançadas por trilhas que passam por formação rochosa e vegetação de cerrado.
O município tem cerca de 150 cachoeiras. Três concentram a maior parte das visitas.
| Atrativo | O que é |
|---|---|
| Complexo Paraíso | Oito quedas dentro do Parque Nacional, ligadas por trilhas demarcadas. Tem recepção e restaurante |
| Complexo do Claro | Cinco cachoeiras com piscinas naturais e trilha entre elas. Perto da cidade, acesso fácil |
| Cachoeira Esmeralda | O cartão-postal das águas verdes |
| Lago de Furnas | Passeio de barco e pôr do sol |
O queijo Canastra é feito à mão por produtores da região e é parte da viagem, não um souvenir de estrada. Vale reservar uma manhã para visitar produtor, provar as curas diferentes e entender por que o mesmo queijo muda de sabor conforme a altitude da fazenda.
De abril a outubro, no período de seca. As estradas de terra ficam em condição melhor e a água das cachoeiras fica cristalina, ainda que mais gelada.
De dezembro a março chove. As estradas pioram, e algumas ficam ruins de verdade para carro baixo.
Cabeça d'água. No período de chuva, o volume de um rio ou cachoeira pode subir de repente por causa de uma chuva que caiu lá em cima, numa parte que você nem enxerga de onde está. Se chover na serra, saia da água. Essa é a razão de a maioria escolher a estação seca, mais do que o conforto.
Uma divisão que funciona para quem quer os dois lados sem virar motorista de si mesmo:
Quem tem só dois dias corta o dia 3 e volta outra vez. A serra não acaba numa viagem.
A Casa Erva Doce fica em Delfinópolis, na zona rural, perto dos complexos de cachoeira e do lago. São oito suítes de 40m² privativos, cada uma com banheira de hidromassagem ao ar livre no deck e vista para a serra.
A pousada recebe só adultos, duas pessoas por suíte, e não aceita pet. São mais de 330 avaliações com nota 5,0 no Google, o maior volume entre as pousadas da região.
O café da manhã tem queijo Canastra, bolo de fogão a lenha e frutas da região. À noite, fogo de chão.
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Falar pelo WhatsAppEntre abril e outubro. Estrada melhor e água cristalina. De dezembro a março chove e há risco de cabeça d'água.
A mais fácil tem cerca de 1.500 metros até o poço, na parte baixa.
Na parte alta do parque, a mais de 1.300 metros de altitude.
Atrativos, distâncias de trilha e sazonalidade conferidos em fontes públicas sobre a região e no material do Parque Nacional da Serra da Canastra. Condições de acesso e horários mudam ao longo do ano: confirme antes de sair.
Pousada Casa Erva Doce · Estrada Rural Serrinha, sentido Ézio, zona rural · Delfinópolis/MG · WhatsApp (35) 9873-7835
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